2013-05-01

ENXERGANDO A VIDA DO PONTO DE VISTA DE DEUS

ENXERGANDO A VIDA DO PONTO DE VISTA DE DEUS



Eu gostaria de usar um exemplo de como podemos enxergar a vida, como o nosso próprio ser, longe do ponto de vista de Deus. Eu escolhi para a nossa meditação, uma passagem da vida de Jonas. Deus o havia chamado para pregar o Caminho de Deus aos ninivitas. Esse povo sempre representou uma das maiores ameaças ao povo de Israel. Portanto, qualquer israelita vivo com um espírito nacionalista, sem dúvida alguma, desejaria muita distância de Nínive e o inferno como local de habitação eterna para eles. Esse era o clima sócio-político da época em que Deus chamou a Jonas.
A Ira de Jonas
1 Jonas, porém, ficou profundamente descontente com isso e enfureceu-se. 2 Ele orou ao Senhor: “Senhor, não foi isso que eu disse quando ainda estava em casa? Foi por isso que me apressei em fugir para Társis. Eu sabia que tu és Deus misericordioso e compassivo, muito paciente, cheio de amor e que prometes castigar mas depois te arrependes. 3 Agora, Senhor, tira a minha vida, eu imploro, porque para mim é melhor morrer do que viver”. 4 O Senhor lhe respondeu: “Você tem alguma razão para essa fúria?” 5 Jonas saiu e sentou-se num lugar a leste da cidade. Ali, construiu para si um abrigo, sentou-se à sua sombra e esperou para ver o que aconteceria com a cidade. 6 Então o Senhor Deus fez crescer uma planta sobre Jonas, para dar sombra à sua cabeça e livrá-lo do calor, o que deu grande alegria a Jonas. 7 Mas na madrugada do dia seguinte, Deus mandou uma lagarta atacar a planta e ela secou-se. 8 Ao nascer do sol, Deus trouxe um vento oriental muito quente, e o sol bateu na cabeça de Jonas, ao ponto de ele quase desmaiar. Com isso ele desejou morrer, e disse: “Para mim seria melhor morrer do que viver”. 9 Mas Deus disse a Jonas: “Você tem alguma razão para estar tão furioso por causa da planta?” Respondeu ele: “Sim, tenho! E estou furioso ao ponto de querer morrer”. 10 Mas o Senhor lhe disse: “Você tem pena dessa planta, embora não a tenha podado nem a tenha feito crescer. Ela nasceu numa noite e numa noite morreu. 11 Contudo, Nínive tem mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem nem distinguir a mão direita da esquerda, além de muitos rebanhos. Não deveria eu ter pena dessa grande cidade?” (Jn. 4:1-11)
Nós entendemos que o modo como definimos nossas vidas, pode determinar o nosso destino, pois a nossa perspectiva da vida influencia no nosso tempo, no modo como gastamos e investimos o dinheiro, como usamos os nossos talentos, o modo como nos vestimos, como valorizamos os nossos relacionamentos, etc.

As pessoas estão sempre expressando o modo como eles vêem a vida através da suas roupas, jóias, carros, penteados, adesivos e até mesmo as tatuagens. Converse com as pessoas e você perceberá as metáforas que influencias suas vidas, suas esperanças, valores, relacionamentos, metas e prioridades. Se uma pessoa vê a vida como uma festa, seu principal valor é divertir-se. Se alguém vê a vida como uma batalha, para ele vencer é o mais importante. São muitos os exemplos.

Eu não sei como você vê a sua vida, mas este conselho divino serve para cada um de nós:

2 Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Rm.12:2 NVI)
Deus não comete erros e a Sua vontade é boa, agradável e perfeita para todos. Os ninivitas eram como animais, mas eles não haviam tido realmente uma chance de mudarem a sua maneira de pensar, e foi por isso que Jonas foi convocado para pregar em Nínive. Ele acabou indo e pregando, mas de mau gosto! Por quê?

Jonas era um nacionalista e o nacionalismo e o ódio ou o rancor, era o que dirigia a sua vida em relação ao povo de Nínive. A metáfora da vida de Jonas o fazia com enxergasse a situação à sua maneira. Vamos comparar a sua visão da situação com a visão de Deus:

Quando Jonas viu a cidade, ele viu somente os problemas.
Quando Deus viu a cidade, ele viu as pessoas.
Quando Jonas viu a cidade, ele sentia raiva.
Quando Deus viu a cidade, ele sentia compaixão.
Quando Jonas viu o arrependimento deles, ele se pôs bravo.
Quando Deus viu o arrependimento deles, ele Se alegrou.
Jonas havia desistido da cidade, Deus não!
Jonas quis destruir, Deus quis resgatar.
Jonas odiou a cidade porque estava cheia de pecado.
Deus amou a cidade porque estava cheia de pecadores.
Jonas viu o pecado - e odiou os pecadores.
Deus viu os pecadores - e os amou de qualquer maneira.
Pobre Jonas, não é mesmo? Um profeta discordante do Deus Altíssimo! Mas isto não é só um problema de Jonas – é o nosso também?
Nós discordamos de Deus quando Ele diz que a vida é um teste. Deus testa as pessoas com relação ao seu caráter, fé, obediência, amor, honestidade e lealdade. Todos os homens e mulheres da Bíblia, foram testados por Deus. A questão do teste não é para Deus, porque Ele já nos conhece, mas o teste é para nós avaliarmos em que ponto nós estamos no nosso relacionamento com Deus e com o nosso compromisso com as verdades eternas. Nenhum teste que Deus nos dá irá além do que podemos suportar e quando passamos nos testes divinos, implica em uma recompensa na eternidade. (1 Co.10:13; Tg.1:12)

Israel não era propriedade de Jonas, assim como a sua própria vida e isto nós também precisamos aprender: nada é nosso, tudo é um empréstimo de Deus (vida, filhos, marido, esposa, dinheiro, trabalho, carro, casa, etc.). Nossas vidas estão sendo avaliadas pelo modo como utilizamos as coisas que Deus nos empresta e isto significa que há implicações eternas.

Veja o caso de Jonas: Nínive mudou a sua maneira viver e a de pensar sobre Deus. Jonas não! Deus lhe ensina uma lição. Permite que o que lhe dava refrigério (a planta) morresse, sendo atacada por um verme. Planta, verme, refrigério... todas estas coisas não têm algum significado? A planta representava o próprio profeta. O verme representava o mal que dirigia a sua vida e que poderia extinguir o seu refrigério em Deus.

Anais Nin disse que “nós não vemos as coisas como são, mas como nós somos”. Você pode estar querendo fazer a Obra de Deus, mas ela não deve ser feita da maneira como você enxerga a vida e sim, do ponto de vista de Deus; pois, quanto mais Deus lhe dá, mais responsável Ele espera que você seja! (Lc.12:48)

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